«Mais seis noviços!….»

A 7 de Setembro de 1951

Fr. Miguel Adriano Martins dos Santos,
Fr. Bernardo Gonçalves Domingues;
Fr. Henrique Domingos Martins Andrade;
Fr. Carlos Jacinto dos Santos Videira,
Fr. Gil Manuel da Concição Filipe;
Fr. João Domingos Fernandes;

in «O Facho», nº53, Dezembro de 1951

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Alguns frades em 1949

Da esquerda para a direita: Fr. Sérgio Astorffi, fr. Armindo Carvalho, Fr. Alfredo de Sousa, fr. João Leite.

Frades que professaram no dia 25 de Outubro de 1949, no Convento de Salamanca, in «O Facho», nº30, de Novembro de 1949

Seminário de Aldeia Nova

in «O Facho», nº5, Outubro de 1947;

UM POUCO DE HISTÓRIA

A 2 de Julho de 1942 falecia em Aldeia-Nova, Olival, o Rev. Pe. Abel Ventura do Céu Faria, pároco da freguesia de Arrabal, Diocese de Leiria.

Há muito que este sacerdote pensava em oferecer a sua residência a uma Ordem Religiosa. Laços especiais o prendiam à Ordem de S. Domingos: era sobrinho de uma religiosa dominicana, que ainda vive, irmão de duas outras e do conhecido irmão converso Fr. José Maria, a quem um dia havemos de referir aqui demoradamente e tio de seis dos nossos religiosos. Já próximo do seu fim, quis ele ser admitido na Ordem Terceira e amortalhado com o Hábito Dominicano. Naturalmente foram estes os motivos que o determinaram a legar à Ordem Dominicana a sua casa de Aldeia Nova.

Este legado veio resolver um dos principais problemas que nos levavam a adiar a abertura do Seminário – falta de casa. Estudadas as possibilidades resolveu-se, no verão de 1943 aproveitar esta casa para instalação provisória do Seminário Dominicano. Fizeram-se algumas obras que alargaram a casa de modo a poder receber 40 alunos e a 13 de Janeiro de 944 procedia-se à inauguração do Seminário. A cerimónia não podia ser mais modesta: apenas assistiram o Revº P.e Vigário Provincial, Pe. Tomás Maria Videira, a quem se deve o principal desta obras os reverendos párocos vizinhos e o pessoal da casa. Benzeu-se a escultura do Imaculado coração de Maria, que devia ficar na Capela a presidir aos destinos do Seminário.

A casa andava ainda em obras, que o inverno ia retardando demais, e por isso nos primeiros dias os alunos ficaram mal instalados. Eram 12 ao todo; 7 no primeiro e 5 já mais adiantados, vindos do Seminário dos Padres do Espírito Santo. O corpo professoral era formado pelos 3 religiosos da casa.

No fim do primeiro ano escolar seguiram para Noviciado os dois alunos mais adiantados, Raul rolo e Manuel Pinto Ribeiro. São hoje religiosos professos e cursam Filosofia.

No segundo ano escolar 1944-1945 forma admitidos 15 alunos novo, que junto com os antigos formaram o número de 23. No fim deste ano seguiu para o noviciado o aluno Jaime Vilar, hoje religioso professo no curso de Filosofia.

No terceiro ano escolar 1945-1946 não recebemos alunos novos por falta de professores que assegurassem todas a aulas. Com a saída de alguns alunos o número baixou para 15 alunos.

Não houve saídas para o Noviciado.

No quarto ano escolar 1946-1947 recebemos 24 alunos novos, que juntos aos antigos formaram o número de 35.

No fim do ano saiu para o Noviciado o aluno Artur Lereno que viera da Escola Comercial.

O próximo ano ainda não sabemos ao certo o que será. Contamos com três alunos do 5º ano, que, se perseverarem, seguirão para o Noviciado no fim do ano; 6 do 4º ano, 20 do segundo ano e tal vez 13 do 1º ano.

A casa ficará mais cheia do que uma colmeia.

Eis, em breves traços, a origem e progresso do nosso Seminário. Tem havido muitas dificuldades, muitas horas de angustia, mas temos sentido também o amparo da nossa Padroeira e do nosso Glorioso Patriarca. Tem-nos animado a simpatia dos nossos amigos e de olhos no futuro estamos a continuar com a mesma coragem.