Lar de Santa Catarina

Folheto com os Estatutos do Lar de Santa Catarina de Sena

S.d.

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Tardes de Setembro 2012

Folheto de apresentação de ciclo de conferências organizados pelo ISTA nas cidades de Lisboa e Porto, 2012 Continuar a ler

Frades dominicanos em 1861 (Lisboa)

Frades da Ordem dos pregadores – século XIX

 

  1. Joaquim de Santa Rosa de Lima Cardoso, da Ordem dos Pregadores, Cónego Honorário da Sé de Évora e Examinador Synodal, Praça de D. Pedro, 74, 2º andar;
  2. Joaquim Moreira Pinto, da Ordem dos Pregadores, Cónego do Cabido da Sé Patriarchal, Juiz Suplente da Secção Ponteficia de Recurso, Desembargador da Relação e Curia Patriarchal, Director do Seminário de Santarém;
  3. António Ozório, egresso da Ordem dos Pregadores, Rua da Magdalena, 12, 1º andar;
  4. Chistiano Aurelio de Pina, Confessor das Religiosas de Santa Joanna, rua de Santa Joanna, 209;
  5. D. João Xavier de Sousa Trindade, egresso da Ordem dos Pregadores, Bispo eleito de Malaca e Timor, T. da Pereira (à Graça);
  6. Francisco de Santa Anna Figueiredo, egresso da Ordem dos Pregadores, Rua de Santa Joanna, 245, 2º;
  7. José Joaquim de Santa Joanna, egresso da Ordem dos Pregadores, Rua de Santa Joanna, 209;
  8. Manuel Carlos Ozorio, egresso da Ordem dos Pregadores, Rua Oriental do Paraíso, 40;
  9. Rafael Gomes de Almeida, egresso da Ordem dos Pregadores, Capelão do 1º Regimento d’ Artilharia, Rua do Val de Santo António, 89;
  10. Ricardo do Nascimento Godinho, egresso da Ordem dos Pregadores, Rua de Santa Joanna, 259, 1º andar;
  11. Filisberto Augusto Guedes Coutinho, da Ordem dos Pregadores, Rua de S. Caetano, 50

 

In Almanache do Clero do Patriarchado para o ano de 1861, BMP – AS/9/92.

Igual aos dados referentes ao mesmo Almanaque para o ano de 1862.

As aulas de D. Frei Bartolomeu dos Mártires no contexto escolar da época

por Manuel Augusto Rodrigues

in Separata de Arquivo Histórico Dominicano Português, Vol. II, Porto, 1979;

Domincano, Praça D. Afonso V, Porto

Publicação Integral

Os Mestres Gerais

AO MESTRES GERAIS DA ORDEM DOS PREGADORES

Desde a fundação da Ordem até hoje, existiu sempre um superior geral, chamado “O Mestre”, “O Mestre Geral”, “O Mestre da Ordem”, ou simplesmente “o Geral”.

Como se pode constatar é uma longa dinastia. ( Na terminologia monárquica, poderá dizer-se que somos uma das “mais velhas casas” da  Europa). É uma dinastia unitária. Nunca houve divisão na Ordem, ou períodos de vacância ou interregnos.

Claro que durante o Cisma do Ocidente, com o Papa em Roma e “outro Papa “ em Avinhão (1380-1418), até as mais altas autoridades da Ordem tiveram duas cabeças, com um Mestre em Roma e outro liderando a Ordem nas regiões que ficaram fiéis ao anti-papa, mas estes nunca foram reconhecidos como legítimos sucessores de São Domingos.

É uma dinastia democrática, uma vez que desde o seu início a Ordem sempre elegeu os seus Mestres durante os Capítulos Gerais através de votos representativos e democráticos (através de Delegados, tal como hoje em dia: Provinciais e Definidores, juntamente com os seus Sócios).

É também uma dinastia internacional, como se pode ver pela seguinte lista, estabelecida de acordo com a sua grandeza:

Italianos: 38 – (6, 9, 10, 12, 15, 23, 24, 25, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 38, 40, 41, 43, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 53, 54, 55, 56, 57, 61, 66, 68, 69, 70, 71, 72);

Franceses: 25 – (5, 8, 11, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 26, 27, 28, 29, 37, 42, 60, 63, 73, 76, 79, 83, 87);

Espanhóis: 15 – (1, 3, 7, 39, 44, 52, 58, 62, 64, 65, 67, 74, 78, 80, 82);

Alemães: 2 – (2, 4). Irlandeses, 2: (81, 84). Austríacos, 1: (75). Holandeses, 1: (77). Ingleses, 1: (85). Mexicanos, 1: (59). Argentinos, 1 (86);

Na realidade foram 88 os Mestre da Ordem, uma vez que um, Marcial Auribelli (o 29º) foi eleito duas vezes tendo governado a Ordem durante dois mandatos: 1453-1462 e 1465-1473.

Uma simples operação aritmética mostra-nos que cada Mestre Geral governou uma média de 9,2 anos. Obviamente, os seus mandatos não foram todos iguais. Por exemplo Alberto Chiavari (10º) governou a Ordem apenas 3 meses, enquanto Gerardo de Adaunario (17º), Pierrer Rochin (27º), Guido Flamochet (28º), Barnaba Sansoni (34º) e John Clerée (37º) todos acabaram por falecer no próprio ano da sua eleição. Por outro lado Antoine Cloche (20º) detêm o recorde de governar a Ordem durante 34 anos. No período de 1686 a 1819 (i.e. 133 anos) foram apenas 7 Mestre Gerais, o que dá uma média de 19 anos de governo a cada um. Bem perto de nós, Fr. Gillet (79º) chegou perto, com uma média de 17 anos de mandato: 1929-1946.

No que diz respeito à idade dos Mestre Gerais, devemos admitir que nem todos são chamados a governar numa idade que poderemos chamar de “aceitável”. Apenas para citarmos alguns exageros, Jordão de Saxónia o primeiro sucessor de São Domingos e aquele que completou o seu trabalho, foi eleito com apenas 32 anos, morrendo aos 46 no naufrágio na Síria após uma peregrinação à Terra Santa e após ter governado a Ordem durante 15 anos. Por outro lado Fr. Cormier (78º) foi eleito aos 72 anos e o seu governo durou 12 anos. È provável que os eleitores de Thomas Ripoll (62º), na altura com 73 anos, pensassem que estavam a escolher um Mestre de transição. Em vez disso, enganaram-se redondamente, uma vez que ele viveu até aos 95 e governou durante 22 anos (1725-1747! Apenas São Raimundo de Penafort viveu mais, pois chegou aos 100 anos, embora tenha apenas servido dois anos como Mestre Geral.

O relacionamento com a Santa Sé não foi sempre cordial como se poderia desejar. Os Mestres da Ordem Munio de Zamora (7º), Nicola Radolfi (55º) e Sisto Fabri (50), foram depostos da sua administração pelos Papas. Outros, como Raimundo de Penaforte (30º), Humbert de Romans (5º), Aimerico Palcenus (12º), Simon Lingoniensis (21º), Conrado de Asti (30º), Vicenzo Ajello (72º) e Garcia Paredes (78º) resignaram mais ou menos espontaneamente.

A qualidade humana, espiritual e intelectual dos homens que governaram a Ordem pode ser apreciada através destes dados: dois foram santos (1º e 3º); seis foram beatificados (2º, 6º, 9º, 23, 76, 78) dois obtiveram o título de Veneráveis desde tempos imemoriais; presentemente um tem aberto o seu processo de beatificação (76º . Um dos Mestres, Nicola Boccasino (9º) foi eleito Papa com o nome Bento XI. 14 outros foram nomeados Cardeais, alguns dos quais muito famosos, como o Cardeal Cajetan (38º), Garcia de Loaysa (39º), Vincenzo Giustiniano (47º), Jerónimo Xavierre (52º), Augustino Pipia (61º), Juan Tomás de Boxadors (64º), Andreas Früwirth (75º) e Michael Browne (81º). Nove outros tornaram-se Bispos, arcebispos, patriarcas ou legados pontífices, etc.

Outros itens com interesse: Um dos Mestre, João da Teutónia (14º) foi eleito Mestre. Tendo sido anteriormente Bispo mas já havido renunciado à sua Diocese, ele identificava-se em alguns documentos como “Irmão, Mestre e Bispo”. Vincenzo Giustiniano (47º) continuou a ser Mestre até um ano depois da sua nomeação como Cardeal. Apenas um Mestre, como já dissemos, Marcial Auribelli (29º) foi eleito duas vezes. Três Mestres foram eleitos “per schedas” (por carta), sem os capitulares se reunirem em Capítulo (68º, 69º, 74º). 47 Mestres morreram em funções. 10 deixaram o cargo para assumirem cargos eclesiásticos. Os restantes passaram para a categoria de “ex-Mestre”, o qual mantém os seus direitos na Ordem.

(Texto: Fr. Eladio Neira OP, Secretário Geral entre 1980 e 1986. O presente texto foi publicado numa edição especial do I.D.I., Abril-Maio de 1983, pag. 71-73, e em Maio de 1992, pag. 78-91, por ocasião dos Capítulos electivos de Roma e México, respectivamente).

Tradução por Gabriel Silva  em Fev./2002 e actualização em Set/2010.

SERIES MAGISTRORUM ORDINIS PRAEDICATORUM

1. S. Patriarcha Dominicus (Espanha) (1216)-1221

2. B. Iordanus de Saxonia (Alemanha) 1222-1237

3. S. Raymundus de Peñafort (Espanha) 1238-1240

4. Ven. Ioannes a Wildeshausen (Alemanha) 1241-1252

5. Ven. Humbertus de Romans (França) 1254-1263

6. B. Ioannes a Vercellis (Itália) 1264-1283

7. Fr. Munio de Zamora (Espanha) 1285-1291

8. Fr. Stephanus Bisuntinus (França) 1292-1294

9. B. Nicolaus Boccasini [Ben. XI Pp.] (Itália) 1296-1298

10. Fr. Albertus de Chiavari (Itália) 1300-1300

11. Fr. Bernardus de Iusico (França) 1301-1303

12. Fr. Aymericus Giliani (Itália) 1304-1311

13. Fr. Berengarius de Landora (França) 1312-1317

14. Fr. Hervaeus de Nédéllec (França) 1318-1323

15. Fr. Barbabas Cagnoli (Itália) 1324-1332

16. Fr. Hugo de Vaucernain (França)  1333-1341

17. Fr. Gerardo de Adaumario (França) 1342-1342

18. Fr. Petrus de Palma  (França) 1343-1345

19. Fr. Garinus de Gyaco (França) 1346-1348

20. Fr. Ioannes de Moulins (França) 1349-1350

21. Fr. Simon Lingoniensis (França) 1352-1366

22. Fr. Elias Raymond (França) 1367-1380

23. B. Raymundus de Vineis, Capuanus (Itália) 1380-1399

In oboedientia Avenionensi:

Fr. Elias Raymond (França) 1380-1389;

Fr. Nicolaus de Troia (Itália) ……. 1391-1393;

Fr. Nicolaus Vallisoletanus (Espanha) 1394-1397;

Fr. Ioannes de Puinoix (França) 1397-1418;

24. Fr. Thomas Paccaroni (Itália) 1401-1414;

25. Fr. Leonardus Dati (Itália) 1414-1425

26. Fr. Bartholomaeus Texier (França) 1426-1449

27. Fr. Petrus Rochin (França) 1450-1450

28. Fr. Guido Flamochet [ti] Avenionensis (França) 1451-1451

29. Fr. Martialis Auribelli Avenionensis (França) 1453-1462

30. Fr. Conradus de Asti (Itália) 1462-1465

Fr. Martialis Auribelli Avenionensis (França) 1465-1473

31. Fr. Leonardus Mansueti (Itália) 1474-1480

32. Fr. Salvus Cassetta (Itália) 1481-1483

33. Fr. Bartholomaeus Comazzi (Itália) 1484-1485

34. Fr. Barnabas Sansoni (Itália) 1486-1486

35. Fr. Ioachim Torriani (Itália) 1487-1500

36. Fr. Vincentius Bandello (Itália) 1501-1506

37. Fr. Ioannes Clérée (França) 1507-1507

38. Fr. Thomas de Vio seu Caietanus (Itália) 1508-1518

39. Fr. García de Loaysa (Espanha) 1518-1524

40. Fr. Franciscus Silvestri (Itália) 1525-1528

41. Fr. Paulus Butigella (Itália) 1530-1531

42. Fr. Ioannes du Feynier (França) 1532-1538

43. Fr. Augustinus Recuperati (Itália) 1539-1540

44. Fr. Albertus de las Casas (Espanha) 1542-1544

45. Fr. Franciscus Romeo (Itália) 1546-1552

46. Fr. Stephanus Usodimare (Itália) 1553-1557

47. Fr. Vincentius Giustiniani (Itália) 1558-1570

48. Fr. Seraphinus Cavalli (Itália) 1571-1578

49. Fr. Paulus Constabile (Itália) 1580-1582

50. Fr. Sixtus Fabri (Itália) 1583-1589

51. Fr. Hippolytus M. Beccaria (Itália) 1589-1600

52. Fr. Hieronymus Xavierre (Espanha) 1601-1607

53. Fr. Augustinus Galamini (Itália) 1698-1612

54. Fr. Seraphinus Secchi (Itália) 1612-1628

55. Fr. Nicolaus Ridolfi (Itália) 1629-1642

56. Fr. Thomas Turco (Itália) 1644-1649

57. Fr. Ioannes-Bapt. Marini (Itália) 1650-1669

58. Fr. Ioannes-Thomas de Roccaberti (Espanha) 1670-1677

59. Fr. Antoninus de Monroy (México) 1677-1686

60. Fr.Antoninus Cloche (França) 1686-1720

61. Fr. Augustinus Pipia (Itália) 1721-1725

62. Fr. Thomas Ripoll (Espanha) 1725-1747

63. Fr. Antoninus Bremond (França) 1748-1755

64. Fr. Ioannes-Thomas de Boxadors (Espanha) 1756-1777

65. Fr. Balthasar de Quiñones (Espanha) 1777-1798

66. Fr. Pius Iosephus Gaddi (Itália) ut Vic. Gen. Ordin. (1798-1806) ut Mag. Ordin. 1806-1814 ut Vic. Gen. Ordin. (1814-1819)

67. Fr. Ioachim Briz (Espanha) 1825-1831)

68. Fr. Franc.-Ferdinandus Jabalot (Itália) 1832-1834

69. Fr. Bened.-Mauritius Olivieri (Itália) 1834-1835

70. Fr. Thomas-Hyac. Cipolletti (Itália) 1835-1838

71. Fr. Angelus-Dom. Ancarani (Itália) 1838-1844

72. Fr. Vincentius Ajello (Itália) 1844-1850

73. Fr. Alex. Vincentius Jandel (França) ut Vic. Gen. Ordin. (1850-1855) ut Mag. Ordin. 1855-1872; Fr. Iosephus M. Sanvito (Italia), Vic. Gen. Ordin. (1873-1879)

74. Fr. Iosephus M. Larroca (Espanha) 1879-1891

75. Fr. Andreas Frühwirth (Áustria) 1891-1904

76. B. Hyacinthus M. Cormier (França) 1904-1916

77. Fr. Ludovicus Theissling (Holanda) 1916-1925

78. B. Bonaventura García de Paredes (Espanha) 1926-1929

79. Fr. Martinus-Stanislaus Gillet (França) 1929-1946

80. Fr. Emmanuel Suárez (Espanha) 1946-1954

81. Fr. Michaël Browne (Irlanda) 1955-1962

82. Fr. Anicetus Fernández (Espanha) 1962-1974

83. Fr. Vincentius de Couesnongle (França)1974-1983

84. Fr. Damianus Byrne (Irlanda) 1983-1992

85. Fr. Timotheus Radcliffe (Inglaterra) 1992-2001;

86. Fr. Carlos Azpiroz (Argentina) 2001- 2010

87. Fr. Bruno Cadoré (França) 2010……

Catecismo ou Doutrina Cristã e Práticas Espirituais

por D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, op
Volume I
Biblioteca Verdade e Vida
Colecção: «Obras Completas de D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, op – 1514-1590»;
Ed. do Movimento Bartolomeano, 1962,

Vida de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

por Fr. Luís de Sousa op
Introdução de Aníbal Pinto de Castro
Fixação do texto de Glastone Chaves de Melo e Aníbal Pinto de Castro
Colecção: Biblioteca de Autores Portugueses
Co-edição Imprensa Nacional/Casa da Moeda e Movimento Bartolomeano, 1984, Lisboa;