Programa do Congresso da O.T.

«O que vem a ser um Congresso e para que serve?
a) Tendes ouvido falar muito de Congressos. Hoje fazem-se Congressos de tudo e por nada. Eu desejava que este primeiro Congresso Nacional realizado em Fátima fosse uma concentração de todas as forças vivas da Ordem Terceira Dominicana.Ele será a reunião dos elementos activos de todas as nossas Fraternidades, tanto masculinas, como femininas, espalhadas por esse Portugal fora.
b) Mas para que se fará o Congresso?
Primeiramente é para tomarmos contacto mais directo com os elementos das nossas Fraternidades. Depois, para estudarmos em conjunto os diversos assuntos que dizem respeito à Ordem Terceira: ver as dificuldades que há e como solucioná-las. Falar das nossas obras de apostolado e como actuar. Procurar integrar-nos no ideal Dominicano para o realizar em plenitude no ambiente em que vivemos.
Durante o Congresso serão tratados principalmente os assuntos seguintes:
A ORDEM TERCEIRA E A ACÇÃO CATÓLICA, pela irmã Maria de Jesus Amaral, da Fraternidade do Porto.
A ORDEM TERCEIRA E O APOSTOLADO DO ROSÁRIO, pela irmã Guilhermina Martinho, da Fraternidade da Régua.
A ORDEM TERCEIRA E O APOSTOLADO PAROQUIAL, pela irmã Palmira Lis, da Fraternidade de Ovar.
O APOSTOLADO DO IRMÃO TERCEIRO, pelo nosso irmão Dr. Adolfo Leitão de carvalho, da Fraternidade do Porto.
Todos estes assuntos são interessantes e de grande actualidade.
Oxalá o Retiro e Congresso tragam a nossa querida Ordem Terceira em Portugal um grande vigor espiritual. São estes os votos que formulo ao Céu, pedindo a todos para rezarem pelo bom fruto de um e outro.
Abençoa-vos em Cristo e São Domingos
Padre Estevão da Fonseca Faria, O.P.
(Promotor da Ordem Terceira)»

in o Facho nº49, Julho de 1951

 

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Preparação de um Congresso Internacional da O.T.

«(…) Confio muito no futuro Congresso para renovar a vida da Nossa Ordem Terceira.

O Revº Padre ainda nada decidiu para esse Congresso Internacional.Antes de o convocar, era seu desejo que se promovesse congressos nacionais em todas as Províncias para preparação e determinação das discussões. Evidentemente Vª Reverência será avisado, assim que se tomar uma decisão a esse respeito.(…)»

Carta de Fr. André Marie Giraud, Promotor Geral da Ordem Terceira, datada de Roma, 26/01/1952 e enviada ao Promotor Provincial Fr. Estevão da Fonseca Faria OP.

in «O Facho»,  nº44, Fevereiro de 1951

A 1ª PEDRA DA IGREJA DOS DOMINICANOS NO PORTO

«Com grande solenidade, realizou-se na terça-feira, 28 de Agosto, às 15.30 horas, a cerimónia da bênção da primeira pedra da Igreja e Convento dedicados a Cristo-Rei, que os Dominicanos e os habitantes da zona de Marechal Gomes da Costa vão erigir à rua Fernão Vaz Dourado, junto à Avenida que tem aquele nome.
Presidiu à cerimónia o Senhor D. Policarpo da costa Vaz, Bispo Auxiliar do Porto, que chegou ao local acompanhado do seu secretário, Revº P.e Alexandrino Brochado, sendo recebido com uma salva de palmas.
Estiveram presentes os Srs. Dr. Domingos Braga da Cruz, Governador Civil, e Coronel Lucínio Presa, Presidente da Câmara, Prof. Doutor Melo Adrão e Dr. Manuel Figueiredo, vereadores, e muitas outras personalidades.

Da Ordem encontravam-se o Revº P.e Luís Sylvian, representante do Vigário Geral da Ordem em Portugal, e os P.es Tomás Videira, representante do Seminário Apostólico de Aldeia Nova, e Pio Gomes que representava o Colégio Dominicano Clenardo de Lisboa.

Estavam ainda representantes das Ordens Religiosas existentes no Porto: Beneditinos, Capuchinhos, Jesuítas, Religiosas Dominicanas etc. A assistência compunha-se de algumas centenas de pessoas.
Terminada a cerimónia litúrgica, usou da palavra o Sr. Prof. Doutor Luís de Pina que com a sugestiva eloquência que lhe é peculiar, expôs as razões que justificavam a construção duma igreja e convento de religiosos naquele local onde os cristãos pudessem ir orar e procurar luz para orientar a sua vida no meio dum mundo tão conturbado e desnorteado. Fazendo um pouco de história, mostrou como o primeiro convento dominicano do Porto fora estabelecido a pedido do Bispo da Diocese e que destruído esse convento com a sua Igreja que eram formosos, justo era que fosse dado à Ordem Dominicana, de novo estabelecida em Portugal, um lugar para a sua igreja e convento. Teve palavras de elogio para o Revº P.e Estevão da Fonseca Faria, Superior dos Dominicanos do Porto, frisando a sua incansável dedicação a esta empresa e aos interesses dos habitantes da Gomes da Costa.

Seguiu-se no uso da palavra o Revº P.e Estevão da Fonseca Faria, O.P., que depois de ter saudado o Prelado e as Autoridades presentes e de lhes ter agradecido a sua tão preciosa dedicação em prol desta empresa, agradeceu também, nas pessoas dos Srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, ao Governo, a comparticipação que, pelo Ministério das Obras Públicas foi concedida à obra. Teve palavras de comovido elogio e reconhecimento para com o Sr. Prof. Doutor Luís de Pina que foi quem, na presidência da Câmara, propôs à vereação fosse concedido aos Dominicanos o terreno para a sua igreja e convento, proposta que foi unanimemente aprovada por todos e calorosamente apoiada pelo Vereador Sr. Dr. Sousa Machado. Agradeceu a generosidade e dedicação dos membros da Comissão da construção da Igreja, Srs. Dr. José Nosolini, Prof. Doutor Luís de Pina, etc.

Falou por fim o Senhor Bispo Auxiliar que, eloquentemente, sublinhou o significado espiritual e religioso desta cerimónia.
Durante a cerimónia litúrgica o canto das antífonas e salmos foi executado por um grupo de rapazes da zona Gomes da costa que, sob a direcção do Revº Frei Bartolomeu Martins, O.P. cantou à chegada do Prelado o «Christus vincit».»

In: O Facho, Outubro de 1951, nº51, Ano V

«Mais seis noviços!….»

A 7 de Setembro de 1951

Fr. Miguel Adriano Martins dos Santos,
Fr. Bernardo Gonçalves Domingues;
Fr. Henrique Domingos Martins Andrade;
Fr. Carlos Jacinto dos Santos Videira,
Fr. Gil Manuel da Concição Filipe;
Fr. João Domingos Fernandes;

in «O Facho», nº53, Dezembro de 1951