Frei Estevão – III

ENCONTROS DAS FRATERNIDADES
O primeiro de todos foi em 6 de Dezembro de 1955, em Cristo-Rei, no Porto. Ali se juntaram Prioresas e vários membros das Direcções das Fraternidades, para exposição da vida dos respectivos Centros, e para dar sugestões para o Congresso Luso-Espanhol, a realizar em Fátima, em 1956.
Mais tarde – comecei em 1964 e terminei em 1983, principiei a organizar Encontros anuais de reflexão, oração e convívio, para fomentar o conhecimento e a amizade entre Irmãos.

No Norte foram: 7 no Sameiro – 4 em Viana do Castelo – 1 na Penha – 1 no Bom Jesus de Braga – 1 no santuário de La Salette – 2 em Aveiro – 1 em Felgueiras – em s. Bento da Porta Aberta –1 em Amarante – 1 em Guimarães. Esses Encontros foram sempre muito concorridos: entre 150 e 287 pessoas.

No Centro: 2 em Castelo Branco, com a Fraternidades mais próximas.

No Sul: Encontros anuais de Lisboa – Vila da Parede, Hospital da Parede, no colégio de s. José, ao Restelo.
2 em vila viçosa, das Fraternidades de Elvas e Estremoz, e mais 2 das mesmas Fraternidades e no mesmo local, com a presença de Irmãs de Lisboa.

CONGRESSOS EM QUE PORTUGAL FOI REPRESENTADO

Em 1955, convidado pelo Promotor da Província de Aragão, fui a Valência assistir ao Congresso Nacional dos Terceiros Dominicanos Espanhóis. Acompanharam-me Irmãs do Porto e de Chaves. A simpatia com que nos acolheram, o entusiasmo que ali reinou pela Ordem e as magníficas conferências que ouvimos deixaram-nos gratas recordações. Encerrou o congresso o Mestre Geral da Ordem, Padre Miguel Browne.

Em 1958, mês de Agosto, 20 representantes das nossas Fraternidades acompanharam-me ao Congresso Internacional da O.T., em Roma. Tivemos uma audiência especial para os Congressistas com o Santo Padre Pio XII, em Castel Gandolfo. Segundo votos emitidos neste Congresso, foi aprovada pela Santa Sé, o prolongamento do Postulantado dos Terceiros para 6 meses, e a Profissão temporária por 3 anos, antes de fazer a Perpétua. – Foi pedido por Roma, que as Fraternidades de todo o mundo ajudassem materialmente a erecção da estátua de Stª Catarina de Sena, na Cidade Eterna. Portugal contribuiu com 60 mil Liras.

Em Outubro de 1967, tomei parte com um bom grupo de Irmãs no Congresso Internacional para o Apostolado dos Leigos, em Roma.

Em Abril de 1980, estive e participei activamente no Congresso Catarineano, em Roma, com uma conferência: O caminho da perfeição em Stª Catarina”. O Congresso teve por finalidade comemorar os 600 anos da morte da nossa grande Santa. – Acompanharam-me a Roma, 25 Irmãs.

CONGRESSOS ORGANIZADOS EM PORTUGAL

Em 1955, foi organizado o Congresso Ibérico, em Fátima, de 5 a 7 de Outubro, com a participação de 700 Espanhóis e 200 Portugueses. Estiveram presentes o nosso D. Francisco Rendeiro, Bispo do Algarve, e mais 4 Prelados Terceiros Dominicanos: O Senhor Arcebispo-Bispo de Aveiro, D. Francisco de Lima Vidal; D. Francisco Nunes Teixeira, Bispo de Quelimane; D. Manuel Ferreira da Silva, Arcebispo de Cizíco, e D. João Pereira Venâncio, Bispo Auxiliar de Leiria. O Vigário Geral da Ordem em Portugal, Senhor Padre Sylvain; os Provinciais da Bética e de Aragão, o Promotor Provincial da Província de Espanha, o Provinciais do Canadá e da Irlanda, e o Promotor da O.T. em Espanha. – O Mestre Geral da Ordem, Padre Miguel Browne, compareceu ao encerramento do Congresso; benzeu a estátua de S. Domingos, entronizada na Basílica de Fátima, e o Senhor Núncio Apostólico em Lisboa, D. Fernando Cento – também Terceiro Dominicano – celebrou o soleníssimo Pontifical. – O Congresso decorreu em ambiente de grande espiritualidade, dentro do maior espírito Dominicano: fervor, interesse, alegria, grandiosidade, fraterna comunhão entre Irmãos. – A organização deste grande Encontro Ibérico satisfez plenamente os Irmãos Espanhóis e Portugueses. Ficou ao cuidado e dedicação de duas Irmãs de Cristo-Rei. – A terminar, realizou-se a grande Peregrinação do Rosário. – foram publicadas as “Memórias” do Congresso.
Como o pediu o Mestre Geral da Ordem às Fraternidades de todo o mundo, a estátua de S. Domingos foi erigida a expensas dos Leigos Dominicanos. A contribuição de Portugal foi de Esc. 20.228$20.

Para celebrar a proclamação de Stª Catarina de Sena Doutora da Igreja, organizou-se um Retiro-Congresso, em Fátima, de 16 a 20 de Setembro . Compareceram 300 participantes. Orientou a organização com o Promotor, o Senhor Padre Raúl de Almeida Rolo. – Fez uma magistral conferência o Bispo auxiliar de Leiria, D. Domingos de Pinho Brandão.
Apresentaram trabalhos dignos de menção, os Irmãos Pedro Bello e José Ruivo, de Lisboa; uma Religiosa Dominicana do Ssmº Rosário, outra das Dominicanas Portuguesas de Stª Catarina de Sena, e a Irmã Ilda Trindade, de Castelo Branco. – O Senhor D. Francisco Rendeiro, Bispo de Coimbra, presidiu ao encerramento, arrebatando os congressistas com a sua extraordinária eloquência. – O Senhor Pe. Raúl também fez uma belíssima conferência.

Houve outro Retiro-Congresso, de 4 a 8 de Setembro de 1980, em Fátima, para celebrar os 600 anos da morte de Stª Catarina de Sena. Presidiu o Senhor D. Francisco Nunes Teixeira, bispo resignatário e nosso Irmão Terceiro. – Foram conferentes o Senhor Padre Raúl de Almeida rolo, eu – Padre Estevão, uma Religiosa Dominicana do SSmº rosário, as Irmãs Esmeralda Calvário e Lia Madeira, e o Irmão Francisco Piçarra. Os assuntos abordados foram de grande interesse. – Encerrou o Congresso com brilhante e poética alocução, o Senhor Bispo.

PEREGRINAÇÕES ORGANIZADAS

A Roma, com algumas Irmãs para assistir às grandiosas celebrações da proclamação de Stª Catarina de Sena Doutora da Igreja, a 4 de Outubro de 1970. dias inesquecíveis que nos tocaram profundamente.

A Roma no Ano Santo de 1975. Além de lucrarmos as indulgências jubilares, assistimos à canonização de S. João Macias. – Éramos 25 peregrinos.
A Caleruega, para comemorar o 8º centenário do nascimento de S. Domingos, em 1970.
A Santiago de Compostela e a Pontevedra, em 1976. Participantes, 46.
À Terra Santa, em 1978, com 25 participantes.
A Lourdes, Caleruega e Saragoça, em 1979.
A Roma, no Ano Santo da Redenção, e aos lugares Santos Dominicanos de França e Espanha. Peregrinos, 45. – Foi no ano de 1983.

RETIROS NACIONAIS E PAROQUIAIS

Comecei a orientá-los em 1949, e terminei em 1983 inclusive. Sempre convidei outro Religioso para colaborar comigo. O número de retirantes chegou a atingir os 150. – O local destas concentrações eram as Casas de Retiros do Santuário. Iniciadas obras numa delas, passamos para o “Centro Catequético”, onde fomos muito bem recebidos e tratados.

De há longos anos, comecei e continuo a pregar Retiros paroquiais em muitas Fraternidades: Ovar, Válega, Bunheiro, Régua, Favaios, Elvas, Medrões, silves, Cristo-Rei, Avanca, Chaves, Pico de Regalados, etc.

Eram e são Retiros abertos não só para as nossas Irmãs, mas para pessoas pertencentes a outros movimentos das paróquias, sobretudo Catequistas e Vicentinas que, mais tarde, ingressavam na Ordem Terceira.

Nas reuniões que fazia às Fraternidades, assim como nesses Retiros, procurei sempre formar os Irmãos e Irmãs num verdadeiro espírito cristão e Dominicano à base do Evangelho, da Regra, da Tradição e da História da Ordem. Recomendava-lhes a oração assídua e litúrgica; a recitação do Ofício Divino na sua forma breve, insistia para que adquirissem a Bíblia e a lessem frequentemente e, após o Vaticano II, passei a esclarecer as pessoas sobre as determinações do mesmo. O Rosário de Nossa Senhora também nunca foi esquecido.

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